A redução da fecundidade na adolescência exige, simultaneamente, direitos efectivos, serviços acessíveis e de qualidade, diálogo social transformador e alternativas reais para as jovens. Porque, em última análise, garantir às raparigas e mulheres o direito de escolher o seu futuro é garantir o futuro das nossas sociedades”, palavras do Secretário de Estado de Género e Acção Social, Abdul Razak Amuzá Ismail, na sua comunicação, Hoje, dia 29 de Abril, durante o Seminário Internacional Demografia, Género e Democracia: Direitos Reprodutivos e Desinformação num Mundo em Transformação, que se realiza em Coimbra, Portugal.

 

Discursando no painel que debruçava sobre “Questões de género, igualdade e de fecundidade na lusofonia”, Ismail falou dos avanços registados no país na componente de coordenação intersectorial entre áreas-chave como polícia, saúde, acção social e justiça com vista à construção de uma resposta integrada, centrada nas necessidades das raparigas e mulheres ao longo do ciclo de vida, “esta abordagem reflecte uma transição importante de políticas sectoriais isoladas para uma lógica de governação integrada, orientada para resultados e para a transformação estrutural das desigualdades de género”.

 

Ismail prosseguiu apontando um conjunto articulado de intervenções, que o pais tem vindo a fazer, assentes numa abordagem multissectorial, orientada para a promoção da igualdade de género, o reforço da autonomia das mulheres e a redução das vulnerabilidades estruturais ao longo do ciclo de vida, “estas acções reflectem uma estratégia integrada que combina reformas normativas, fortalecimento institucional e intervenções programáticas com impacto directo nos territórios”.